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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cinto de segurança é essencial também no banco traseiro


          De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro “é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional” (artigo 65 de 1998), passível de multa e o acúmulo de 5 pontos na carteira. Apesar de obrigatório, ainda é muito baixo o uso do cinto de segurança pelos ocupantes do banco traseiro. Segundo estudos da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), apenas 3% dos adultos e 20% das crianças utilizam o cinto no banco de trás. 
As conseqüências dessa falta de cuidado são trágicas. Num acidente frontal o corpo do ocupante do banco traseiro é projetado para frente. Se o veículo estiver a 50km/h e atrás estiver um adulto de 60 kg, ele será arremessado contra o banco da frente pesando mais de 1 tonelada. E além disso, ao mesmo tempo em que o passageiro é jogado para frente, sua cabeça bate no teto e seu corpo continua sendo deslocado para frente, ocorrendo o risco de flexão extrema do pescoço, o que pode provocar fratura da coluna cervical.
Além das conseqüências que a própria pessoa sofrerá por não usar o
cinto, ela poderá ferir gravemente ou até matar quem estiver no banco da frente devido ao impacto.
Infelizmente, o condutor brasileiro ainda não atentou para a importância do uso do cinto em geral. Uma pesquisa feita pelo Centro de Formação de Condutores Belvedere mostra que 48% dos condutores do bairro Belvedere não utilizam o cinto de segurança no banco da frente e mais de 95% não utilizam o equipamento no banco de trás.
São dados preocupantes uma vez que o Código de Trânsito já existe há 12 anos e não tem sido posto em prática nas mais simples regras. Algumas das causas podem ser o desconhecimento, o desrespeito às regras, e a falta de fiscalização para coibir as infrações. Mais que respeitar uma regra, o condutor deve ter consciência de que exigir dos seus passageiros o uso do cinto é sua responsabilidade e uma demonstração de cuidado e amor.

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