segunda-feira, 19 de julho de 2010

Do nosso jeitinho

No Brasil, aceitamos muito fácil o que não é certo. Frequentemente cometemos ilegalidades e tratamos isso com muita naturalidade. Fala-se ao celular enquanto dirige, para-se em locais proibidos para que o passageiro desça, anda-se em alta velocidade desobedecendo a sinalização e isso sem falar de dirigir embriagados. E aí quando somos penalizados... Putz. Aquele guarda... que sacanagem!

O nosso famoso jeitinho brasileiro nos ajuda a aceitar essas situações. O meu vizinho não pode, mas eu posso. 

Vemos e criticamos a corrupção diariamente, estampada nos jornais. Os corruptos são eles, ou elas, ou aqueles. Eu não! Existe pequena ou grande corrupção?

Existe uma regra que pode ser descumprida e outras não? Parar em fila dupla para deixar o filho na escola e atrapalhar todos os outros condutores, é desobedecer uma regra. Uma regra que serve para convivermos bem em sociedade. Então quer dizer que estamos corrompendo essa regra, certo? Logo, somos corruptos. Ou melhor, uma corrupção pequena, pequenininha.

O fato é que a sociedade aponta os erros, mas faz o mesmo. A lei é para todos. Será difícil entender isso?  Talvez fosse melhor então um país sem leis. Como diria minha querida avó: ruim com elas, pior sem elas.

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