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sexta-feira, 23 de julho de 2010

ONU alerta que mais de mil jovens morrem por dia no trânsito

Os acidentes de trânsito são uma das principais causas de morte entre os jovens com menos de 25 anos em todo o mundo, com mais de mil mortos por dia, o que fez com que a ONU decidisse dedicar sua primeira Semana Mundial de Segurança Viária a este grupo.

"A cada ano, cerca de 400 mil jovens com menos de 25 anos morrem em acidentes de trânsito nas estradas de todo o mundo, mas, enquanto nos países mais desenvolvidos os afetados costumam ser os motoristas, nos mais pobres são os pedestres", disse o diretor de Prevenção de Ferimentos e Violência da Organização Mundial de Saúde (OMS), Etienne Krug, em entrevista coletiva concedida em Genebra.

Por causa da grande incidência dos acidentes em estradas entre os jovens, a ONU escolheu o lema "Juventude e Segurança Viária" para as discussões que ocorrerão entre 23 e 29 de abril no primeiro registro de uma semana mundial dedicada ao assunto.

Os acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre os jovens de 15 a 19 anos, a segunda nos segmentos de 10-14 e de 20-24 e estão entre as dez primeiras causas entre os menores de 25, na frente de afogamentos e tuberculose, segundo um relatório da OMS divulgado hoje.

Além disso, enquanto a juventude representa cerca de 10% da população mundial, os jovens correspondem a 27% das vítimas fatais em acidentes de trânsito.

O diretor da Divisão de Transporte da Comissão da ONU para a Europa (Unece), José Capel-Ferrer, disse à Efe que, em 2004, 135 pessoas por cada milhão de veículos morreram nas estradas da então Europa dos Quinze, embora em países como Suécia e Reino Unido estas estimativas sejam de 90 e 101, respectivamente, enquanto na Grécia o número sobe para 220.

Na opinião do representante da ONU, "o segredo são a tradição e a perseverança, porque os países que têm boas estatísticas, como os escandinavos, são os que já estão há muitos anos fazendo esforços".

Na Letônia, a proporção de mortos nas estradas por cada milhão de veículos em 2004 foi de 608, enquanto na Rússia foi de 1.208, na Albânia, de 1.148, e no Quirguistão, de 4.060, segundo Capel.

De acordo com o relatório da OMS, enquanto nos países mais desenvolvidos o problema afeta principalmente os jovens motoristas, nos mais pobres outros usuários são afetados, como pedestres, ciclistas, motoristas e usuários do transporte público.

"As crianças não são como os adultos: seu peso, sua maturidade, seus interesses, sua necessidade de brincar em lugares abertos e de ir ao colégio. (...) Precisam de um tratamento especial na hora de falar de segurança viária", defendeu Krug.

Quanto aos adolescentes, o representante da ONU chamou a atenção para a necessidade de reduzir as taxas de álcool permitidas no sangue e aumentar as exigências na concessão de carteiras de habilitação.

"Os acidentes de trânsito são um grande peso nos sistemas médicos e na economia dos países, embora o problema se torna ainda maior em regiões onde os jovens formam a maior parte da população", afirmou o especialista.

Segundo cálculos de Banco Mundial (BM) utilizados pela OMS, os acidentes de trânsito em estradas poderiam significar um custo anual no mundo todo de US$ 518 bilhões em material e cuidados médicos, entre outros gastos.

Para alguns países emergentes, esse custo pode superar 1,5% da riqueza nacional e, inclusive, toda a ajuda internacional ao desenvolvimento recebida durante um ano.

Durante a Semana Mundial de Segurança Viária serão organizados em Genebra diversos atos e debates, assim como reuniões de grupos de jovens de todo o mundo, que darão suas opiniões e falarão sobre as práticas mais eficazes de seus países.

Questionado sobre a conveniência de estabelecer um limite de velocidade comum para todo o mundo, Capel disse que "o fundamental não é que a velocidade seja alta ou baixa, mas adequada, porque em alguns casos é mais perigoso dirigir a 50km/h em uma via de 30km/h que ir a 140km/h em uma estrada", afirmou o especialista. 

Fonte: www.uol.com.br

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