quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Acidentes?!

"As estatísticas brasileiras sobre acidentes de trânsito apontam que 90% dos acidentes são causados por falhas humanas; 6% por problemas nas vias; 4% por falhas mecânicas.
Mas hoje convido a todos a observarem estes números por outro ângulo. 
Recentemente na cidade onde resido, Volta Redonda / RJ, ocorreu um acidente de trânsito no qual um caminhão do Corpo de Bombeiros parado num aclive acentuado prestando socorro num incêndio, se deslocou rua abaixo atingindo uma casa, matando uma criança de 4 anos, ferindo outra gravemente, além do pai das mesmas. No momento do acidente o motorista do caminhão estava prestando auxílio a seus companheiros de farda e não se encontrava no interior do veículo. Como este veículo se encontrava parado, sem ninguém dentro muitos podem considerar uma fatalidade, uma falha mecânica.
Neste momento que podemos analisar com mais clareza os números que relatei no início desta postagem. Sendo 90% dos acidentes de trânsito, nos resta analisarmos os 10% restantes. Quando ocorre um acidente devido a problemas na pista, que podemos exemplificar como buracos, asfalto irregular, deficiente ou até mesmo inexistente, falta de sinalização ou encoberta por mato, vias mal projetadas e mal construídas, temos que levar em consideração que algum SER HUMANO não fez seu serviço corretamente, pouco importando o tipo de serviço e seu nível hierárquico dentro da empresa pública ou privada responsável por tal via. Quando um acidente ocorre por falha mecânica, acontece a mesma situação, sendo que pode ter sido falha do condutor ou proprietário do veículo na manutenção preventiva no mesmo, do mecânico que não fez o serviço com a atenção necessária e não fez as revisões e verificações corretas antes de colocá-lo em circulação e até mesmo da montadora que por um erro de projeto de seus colaboradores, um erro de programação dos braços robóticos que cuidam de diversas etapas da fabricação e montagem de veículos, que é programado por SERES HUMANOS. Muitos questionarão, "mas veículos novos dificilmente apresentam falhas mecânicas?", é só olharmos o tanto de recalls feitos nos últimos tempos para entendermos o que disse nesta colocação.
Tendo apresentado estes argumentos, então podemos chegar a conclusão que seja por falha mecânica, seja por problema na via, o acidente de trânsito sempre pode ser evitado. Mas pode surgir outro questionamento, "se uma árvore, uma pedra ou até mesmo um barranco cair sobre meu veículo? aí sim é uma fatalidade?", se formos levarmos em consideração todos os pré-requisitos para a criação de uma via terrestre, seu projeto tem que tirar todo e qualquer tipo de material que possa colocar em risco a circulação do trânsito sobre ela, então não pode haver árvores grandes, que podem cair ou ocasionar um choque, pedras ou outros tipos de desbarrancamentos que possam impedir o tráfego e também colocar em risco a vida dos usuários das vias.
Voltando ao acidente com o caminhão do Corpo de Bombeiros, o que pode ser considerado uma falha mecânica, de manutenção, e fruto da falha de algum SER HUMANO em qualquer momento da manutenção ou montagem deste veículo, que por sinal é semi-novo, também é importante salientar que o Código de Trânsito Brasileiro prevê que veículos com mais de 3.500kg de P.T.B (Peso Bruto Total) quando parado num aclive é OBRIGADO a ter calços de segurança nas suas rodas traseiras, acredito que o motorista de uma corporação deste porte receba treinamentos voltados a direção defensiva e a segurança no trânsito, e sendo ele motorista de uma viatura deste porte seria obrigatório ser repassado a ele tal informação, caso não seja é um erro gravíssimo da instituição Corpo de Bombeiro. Então depois de analisarmos todos estas informações e seus aspectos nós podemos chegar a conclusão que tal acidente não foi falha mecânica e nem fatalidade e sim uma falha humana que precisa ser revista, analisada e investigada sob a forma mais criteriosa para que não ocorra novamente.
Abro um parêntese aqui para ressaltar que não crítico a instituição Corpo de Bombeiro, que em minha opinião tem a mais alta honra dentro das forças de segurança do país, profissionais honrados, destemidos, corajosos que por diversas vezes colocam suas próprias vidas em riscos para nós salvar. Chamo somente atenção para uma situação trágica e pontual, que repito, merece ser revista.


Por Rafael I. Ferreira
 

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