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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Acidentes em SP: relatório indica que motociclistas são mal preparados


Seis em cada dez atendimentos médicos de emergência nas ruas envolvem acidentes com motociclistas.


Em São Paulo, seis em cada dez atendimentos médicos de emergência nas ruas envolvem acidentes com motociclistas. O Jornal Nacional teve acesso ao relatório produzido por médicos e autoridades de trânsito que participaram de um fórum na capital paulista. A conclusão é que os motociclistas são mal preparados.


Quem circula de moto em qualquer cidade grande convive com o perigo. O estudante Ribamar Machado sabia do risco, mas optou pela moto. É mais barata, mais econômica e mais rápida.



"É muito bom dirigir, é bacana, mas dirigir moto em São Paulo é muito complicado", alerta Ribamar.

Ele não escapou de um carro que mudou de faixa sem avisar. Em nove anos, o número de atendimentos a acidentes com motoqueiros na maior cidade do país saltou de sete mil para 18 mil: quase 50 por dia.



"O número de mortos e feridos é um problema grave. Todas as pessoas precisam passar a pensar no acidente de moto e a pensar como pode se comportar no trânsito para evitar acidente", recomenda Julia Greve, médica do Hospital das Clínicas.



O Hospital das Clínicas de São Paulo organizou um fórum para buscar formas de tornar o trânsito mais seguro. O trânsito ficou mais competitivo e mais perigoso, e a conclusão do fórum foi que a preparação dos motociclistas não acompanhou essa mudança. 

Os alunos, treinados e testados em circuitos, sabem o suficiente para passar na prova, mas não saem preparados para enfrentar as dificuldades que vão encontrar nas ruas de verdade.



A auxiliar administrativo Natalia Pimentel aprende a se equilibrar em uma série de curvas, fazer ziguezague e colocar um pé só no chão quando parar e andar em linha reta.



"Preparada a gente não está. Na verdade, aqui é só uma base”, afirma Natalia.



“Prepara, sim. Porque se você souber se esquivar bem aqui, você tem plenas condições de andar sem que aconteça nada de mais grave”, argumenta o assistente operacional Wagner Alves Lima.



Julyver Modesto, diretor de Centro de Formação de Instrutores, diz que os instrutores só serão mais exigentes quando o exame prático reproduzir a realidade dos motociclistas.



"Nada impediria que, por exemplo, o examinador fosse na garupa do candidato para transitar na rua, para verificar qual a condição dele na rua", conclui.



Jornal Nacional – Sábado, 20 de agosto de 2011

Um comentário:

  1. Então, a moto pista não contribui para este índice alarmante? O que o CONTRAN fala sobre isso?
    De que vale DIREÇÃO DEFENCIVA e PRIMEIROS SOCORROS só na teoria?
    É uma montanha de perguntas com respostas simples, mas que as autoridades não se dão ao luxo de nos responder.

    ResponderExcluir

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