sexta-feira, 26 de junho de 2015

História, dados e curiosidades sobre cinto de segurança

Por: Roberta Torres

Quem não gosta de viajar? A sensação de liberdade da estrada é única, as paisagens, o vento no rosto... Mas antes de você “sair para o mundo”, algumas precauções devem ser tomadas para você garantir a segurança e a experiência positiva de sua viagem. Além de revisar, conferir os pneus e abastecer seu automóvel, um item em particular é indispensável: o cinto de segurança. A conversa sobre esse equipamento é antiga, sua obrigatoriedade é conhecida, mas falar sobre ele nunca é demais.

Apesar de ser um equipamento indispensável, alguns motoristas e passageiros insistem em não usá-lo, em especial nas cidades do interior. Nestas cidades, o não uso se dá devido à falta de fiscalização e a má educação. Mas não usar o cinto de segurança, não significa que a regra não exista. Ele é um equipamento de proteção obrigatório para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional. De acordo com o Art. 65, não usa-lo é uma infração grave, que gera 5 pontos no prontuário.
Para você se familiarizar com o cinto de segurança, aqui vai um pouco da história dele, curiosidades e dicas:

A história do Cinto de Segurança

O primeiro cinto de segurança foi patenteado em 1895, nos Estados Unidos. Sim, o cinto é antigo, mas seu uso se deu somente em 1958. O Corvette, fabricado pela Chevrolet, passou a ser equipado com cintos de segurança do tipo abdominal. E em 1959 chegou o cinto de três pontos — preso à estrutura do veículo, não ao assento — desenvolvido pelo engenheiro sueco Nils Bohlin.

No Brasil, o equipamento se tornou obrigatório em 1994, mas só para ocupantes do banco dianteiro dos automóveis particulares ou de aluguel que circulassem pela cidade de São Paulo. No ano seguinte, outra lei municipal estendeu a obrigatoriedade do uso do cinto aos ocupantes do banco dianteiro dos utilitários, caminhões e veículos da união, estados e municípios, bem como aos motoristas de ônibus.

O uso obrigatório do cinto de segurança gerou polêmica no início, mas aos poucos foi sendo foi incorporado e se transformou em um hábito de motoristas e passageiros brasileiros, garantindo que milhares de vidas fossem salvas, porém, ainda somente no banco da frente. Infelizmente, muitas pessoas ainda não criaram esse hábito ao ocupar o banco traseiro .

Estatísticas não mentem

Se você ainda duvida que esse item seja extremamente importante, aqui vão alguns fatos: de acordo com entidades internacionais de segurança de trânsito, a utilização de cintos de segurança reduz em até 40% as consequências fatais em acidentes. Estados graves como perda de visão e traumatismos são reduzidos em até 60%.

É fácil entender porque o cinto diminui a gravidade das lesões nos acidentes de trânsito. Pegue uma colisão com o veículo em uma velocidade de 20 km/h, sem cinto de segurança, tanto motorista como passageiro sente o impacto equivalente a 15 vezes do seu próprio peso. E se for uma colisão frente a frente com outro carro, o resultado é ainda pior. Um choque entre dois carros  à uma velocidade de 25 km/h faz com que a colisão seja sentida à 50 km/h, porque o impacto equivale à soma das duas velocidades. Preocupante, não? Imaginem o perigo de uma colisão à 100km/h.

Dicas

Depois de conhecer um pouco da história do cinto de segurança e a importância dele para a preservação da vida, ficam aqui algumas dicas e curiosidades que vão fazer você gostar e acreditar ainda mais nesse equipamento:

- Devemos habituar as crianças a usarem o cinto de segurança e os equipamentos de proteção como cadeirinha, bebê conforto e assento de elevação. Os bons hábitos devem começar na infância;
- O cinto dá firmeza, mantém o motorista na posição correta de dirigir e ameniza o cansaço na direção;
- Gestantes podem e devem usar o cinto de segurança ao dirigir. Para maior conforto, o ideal é utilizar sempre o cinto de três pontos;
- Como uma gestante deve utilizar: posicione-se com as costas retas e passe a faixa da diagonal por cima dos ombros, de modo que ela fique entre os seios, terminando ao lado da barriga. Com a outra faixa (horizontal), posicione-a em cima das coxas, em cima do osso do quadril;


A probabilidade de sobrevivência com o cinto é 5 vezes maior do que sem ele, em caso de acidentes. Pense nisso!

Roberta Torres


5 comentários:

  1. quais são os nomes dessas entidades internacionais de segurança?

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  2. Quais são estas entidades internacionais de segurança?

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    Respostas
    1. Olá, tudo bem? Me mande por favor essa solicitação por e-mail que lhe envio as referências bibliográficas lidas, pode ser? Meu e-mail é o roberta.transito@gmail.com
      Se puder se identificar também seria legal. Gosto de saber com quem estou conversando.
      Abraços!

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  3. Parabéns Roberta, encontrei e compartilhei o seu texto. Uso o cinto de segurança diariamente, até com o carro parado, desde 1983. Sou meio fanático por carros e segurança e tento influenciar pessoas ao longo dos anos, tendo sido vitoriosos com a minha família. Hoje, vejo muitos amigos com filhos pequenos e, com carros de mais de R$100.000,00 vivendo como nos anos 70... todo mundo na maior liberdade dentro do carro... não sei o que passa pela cabeça deles... aproveitei o triste episódio de ontem na Castelo Branco para falar mais uma vez sobre o assunto. Abraços!

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  4. Obrigada. Esse tipo de atitude no dia a dia é o que nos deixa mais próximos da segurança. Uma cultura de segurança viária que ainda precisa ser muito trabalhada com a maior parte da sociedade. Abraços!

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